LIMITAÇÕES E RISCOS NA TERAPIA FARMACOLÓGICA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: UMA ANÁLISE CRÍTICA

Autores

  • Armando Elias Chamma
  • Beatriz Cappatto da Silva
  • Joice Pereira Soares
  • Rodrigo Ranulpho Miranda Santos
  • Vanessa Piazzi de Faria
  • Paulo Milad Sebba
  • Andrey Luciano de Queiroz
  • Rodrigo Dourado Teles

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p1009

Palavras-chave:

Insuficiência cardíaca, Polifarmácia, Cardiotoxicidade, Interações medicamentosas, Segurança do paciente

Resumo

A insuficiência cardíaca (IC) representa um fardo global crescente para a saúde pública, sendo frequentemente acompanhada por uma série de comorbidades que exigem regimes complexos de polifarmácia. Embora a terapia medicamentosa guiada por diretrizes tenha melhorado os resultados clínicos, uma diversidade de fármacos comumente prescritos para condições não cardíacas pode, inadvertidamente, precipitar a descompensação ou agravar a disfunção miocárdica preexistente através de mecanismos como toxicidade direta, efeitos inotrópicos negativos ou alterações na homeostase de sódio e água. Entre os agentes antidiabéticos, as tiazolidinedionas são contraindicadas por aumentarem a retenção de líquidos e o risco de hospitalização, enquanto a saxagliptina apresenta riscos específicos de agravamento da IC. No campo da eletrofisiologia, antiarrítmicos de Classe I e agentes como sotalol e dronedarona devem ser evitados na IC com fração de ejeção reduzida devido ao risco de proarritmia e depressão miocárdica. Bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (verapamil e diltiazem) e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) apresentam riscos hemodinâmicos e renais significativos, sendo desaconselhados nesta população. Adicionalmente, antimicrobianos como o itraconazol e certos macrolídeos, além de terapias oncológicas (antraciclinas e inibidores de VEGF), exigem vigilância extrema por seu potencial cardiotóxico dose-dependente. A redução da morbidade e mortalidade iatrogênica depende de uma revisão sistemática da medicação e da adoção de terapias alternativas com segurança cardiovascular comprovada, integrando cuidados colaborativos e decisões terapêuticas estritamente individualizadas.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Chamma, A. E. ., Silva, B. C. da ., Soares, J. P. ., Santos, R. R. M. ., Faria, V. P. de ., Sebba, P. M. ., Queiroz, A. L. de ., & Teles, R. D. . (2026). LIMITAÇÕES E RISCOS NA TERAPIA FARMACOLÓGICA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: UMA ANÁLISE CRÍTICA. Epitaya E-Books, 1(132), 1009-1025. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p1009

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