FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.202500170p7Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Formação Docente, Práticas Pedagógicas, Educação Básica, Políticas EducacionaisResumo
A consolidação de uma escola que acolhe a diversidade depende, de modo significativo, da formação docente e das condições oferecidas para que se desenvolvam práticas pedagógicas inclusivas. Observa-se que a Educação Básica brasileira ainda enfrenta obstáculos estruturais, pedagógicos e formativos que comprometem a efetivação da inclusão escolar, sobretudo quando se trata da atuação com estudantes público da educação especial. Com base em pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico, o presente artigo analisa como a formação inicial e continuada influencia o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas e de que forma tais práticas se articulam às políticas públicas vigentes, como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), a Lei Brasileira de Inclusão (2015) e a Base Nacional Comum Curricular (2017). O estudo discute, ainda, desafios recorrentes, como a insuficiência de formação prática, a dificuldade de articulação entre teoria e cotidiano escolar e a carência de suporte institucional. A análise demonstrou que se exige uma formação docente ancorada em concepções críticas de inclusão, capaz de promover práticas colaborativas, flexibilização curricular, avaliação formativa e estratégias diferenciadas de ensino. Conclui-se que a formação docente constitui um elemento determinante para o fortalecimento da cultura inclusiva, devendo ser tratada como política estruturante e permanente.

