FAMÍLIA E ESCOLA EM DIÁLOGO: COMUNICAÇÃO, PARTICIPAÇÃO E CORRESPONSABILIDADE NO PROCESSO EDUCATIVO
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260255p134Palavras-chave:
Família, Escola, Comunicação, Participação, CorresponsabilidadeResumo
A relação entre família e escola é reconhecida como elemento estruturante do processo educativo, exercendo influência direta sobre o desenvolvimento cognitivo, social e emocional dos estudantes. No cenário educacional contemporâneo, entretanto, são identificadas fragilidades nessa relação, marcadas por distanciamento institucional, barreiras comunicacionais, desigualdades socioculturais e participação limitada das famílias na vida escolar. Diante desse contexto, o presente artigo tem como objetivo analisar o papel da família no processo educativo e examinar os impactos da comunicação entre escola e responsáveis sobre a trajetória escolar dos alunos. A pesquisa é caracterizada como qualitativa, de natureza exploratória, com delineamento fundamentado em revisão bibliográfica sistemática, análise documental e exame de estudos de caso secundários publicados em periódicos nacionais e internacionais. O referencial teórico articula contribuições da sociologia da educação, da psicologia educacional e da gestão escolar, mobilizando conceitos como socialização, corresponsabilidade educativa, participação e comunicação dialógica. Os resultados indicam que a presença sistemática da família na vida escolar está associada à melhoria do desempenho acadêmico, ao fortalecimento do vínculo dos estudantes com a escola e à redução de comportamentos de evasão e indisciplina. Em contrapartida, processos comunicacionais frágeis, centrados apenas em demandas burocráticas ou corretivas, tendem a intensificar conflitos, desinformação e afastamento das famílias. Evidencia-se ainda que escolas que investem em estratégias comunicacionais estruturadas, transparentes e dialógicas conseguem estabelecer parcerias mais sólidas e sustentáveis com as famílias. Conclui-se que o reconhecimento legal da participação familiar, embora necessário, mostra-se insuficiente para garantir colaboração efetiva sem políticas públicas de apoio, formação continuada de gestores e docentes e culturas institucionais abertas ao diálogo. O fortalecimento da relação família–escola é compreendido, assim, como condição para a promoção da equidade educacional e da formação cidadã.

