HEMODINÂMICA E INTERVENÇÃO CRÍTICA NO EDEMA PULMONAR CARDIOGÊNICO AGUDO

Autores

  • Amanda Laghi Sandoval Hamamoto
  • Jesus Napoleon Chacon
  • Lucas Vieira de Almeida
  • Tania Cristina Alves Zahlouth
  • Jorge João dos Santos Castro Filho
  • Rodrigo Ranulpho Miranda Santos
  • Gabriel Mendes Horevicht Laporte Mascarenhas

DOI:

https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p900

Palavras-chave:

Edema pulmonar, Insuficiência cardíaca, Dispneia, Pressão capilar pulmonar, Vasodilatadores

Resumo

O edema pulmonar cardiogênico representa uma das emergências clínicas mais críticas no espectro da insuficiência cardíaca aguda, caracterizando-se por um comprometimento severo das trocas gasosas que pode culminar em insuficiência respiratória fatal se não manejado com precisão imediata. A condição resulta primordialmente de um desequilíbrio nas forças de Starling, onde o aumento súbito da pressão hidrostática nos capilares pulmonares supera a pressão oncótica plasmática, forçando o extravasamento de líquido para os espaços intersticiais e alveolares. A biologia subjacente envolve não apenas pressões de enchimento ventricular elevadas, mas também potencial falha por estresse na barreira alvéolo-capilar, onde a integridade do epitélio e do endotélio é comprometida, permitindo a passagem de solutos e proteínas. Evidências clínicas indicam que a mortalidade intra-hospitalar permanece elevada, situando-se entre 15% e 20%, com uma sobrevida de apenas 50% após um ano de acompanhamento. O diagnóstico moderno transcende a avaliação física, integrando o uso de biomarcadores como o peptídeo natriurético tipo B e tecnologias de imagem à beira do leito, como a ultrassonografia pulmonar para identificação de linhas B. O manejo terapêutico fundamenta-se na estabilização ventilatória, preferencialmente via ventilação não invasiva, e na redução agressiva da congestão hídrica através de diuréticos de alça intravenosos e vasodilatadores, visando a redução da pré e pós-carga. Implicações futuras apontam para o uso de novas classes farmacológicas, como os inibidores do cotransportador sódio-glicose 2, e uma abordagem multidisciplinar que priorize a educação do paciente e o controle rigoroso da patologia cardíaca de base para evitar recidivas e melhorar a qualidade de vida a longo prazo.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Hamamoto, A. L. S. ., Chacon, J. N. ., Almeida, L. V. de ., Zahlouth, T. C. A. ., Castro Filho, J. J. dos S. ., Santos, R. R. M. ., & Mascarenhas, G. M. H. L. . (2026). HEMODINÂMICA E INTERVENÇÃO CRÍTICA NO EDEMA PULMONAR CARDIOGÊNICO AGUDO. Epitaya E-Books, 1(132), 900-921. https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260415p900

Edição

Seção

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