USO INDISCRIMINADO DE PSICOFÁRMACOS E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20260538p67Palavras-chave:
PSICOFÁRMACOS, USO INDISCRIMINADO, SAÚDE MENTALResumo
Nas últimas décadas, a sociedade contemporânea tem enfrentado uma expansão sem precedentes no consumo de psicofármacos, transformando perturbações cotidianas, ansiedades existenciais e conflitos socioemocionais em patologias passíveis de intervenção química. O presente resumo analisa o capítulo de obra de referência que aborda o fenômeno do uso indiscriminado de psicofármacos e suas profundas ramificações na saúde mental e na organização do cuidado em saúde pública. O objetivo deste resumo é sintetizar as reflexões conceituais, epidemiológicas e sociais apresentadas no capítulo, destacando as engrenagens da chamada "medicalização da vida" ou "farmacologização do sofrimento". A hipótese levantada pelo autor do capítulo ressalta que o modelo biomédico hegemônico, aliado à pressão da indústria farmacêutica, tende a reduzir o sofrimento psíquico a mero desequilíbrio neuroquímico, negligenciando a complexidade multifatorial da saúde mental humana.

