INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MERCADO DE TRABALHO: IMPACTOS, TRANSFORMAÇÕES E PERSPECTIVAS SOCIAIS NA ERA DIGITAL
DOI:
https://doi.org/10.47879/ed.ep.20250156p111Palavras-chave:
Inteligência artificial, Mercado de trabalho, Transformação digital, Educação tecnológica, Políticas públicasResumo
A disseminação da inteligência artificial (IA) tem provocado profundas mudanças nas estruturas produtivas, exigindo a reconfiguração das relações de trabalho, dos perfis profissionais e das políticas educacionais. Este artigo tem como objetivo analisar os efeitos da IA no mercado de trabalho, discutindo os processos de substituição de empregos, a transformação das competências requeridas e as possibilidades de criação de novas ocupações. Para tanto, realiza-se uma revisão narrativa da literatura recente, com base em autores nacionais e internacionais que abordam a intersecção entre tecnologia, trabalho e educação. Verifica-se que a automação inteligente impacta de maneira desigual os setores econômicos, afetando especialmente as ocupações repetitivas e de baixa qualificação. Em contrapartida, emergem novas oportunidades profissionais em áreas técnicas e criativas, desde que acompanhadas de políticas públicas que promovam a inclusão digital e a formação continuada. A análise evidencia ainda que a educação assume papel estratégico na mediação entre os avanços tecnológicos e a sustentabilidade social, sendo necessária a reformulação dos currículos escolares e a capacitação docente. Conclui-se que o futuro do trabalho depende da articulação entre inovação tecnológica e justiça social, o que implica investimentos estruturais em políticas educacionais e regulatórias. A inteligência artificial, longe de ser apenas uma ameaça à empregabilidade, representa também uma oportunidade de reorganização produtiva mais equitativa, desde que orientada por princípios éticos e inclusivos.

